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“Caminhos de Anita”, esse é o tema dos Festejos Farroupilhas de 2021 no Rio Grande do Sul

 

Poesia – Herança – Apparicio Silva Rillo

“…Naqueles tempos, sim

naqueles tempo as casas já nasciam velhas

eram umas casas cálidas, solenes

sob as telhas portuguesas, maternais

em pálidos azuis eram pintadas

e em brancos, em ocres e amarelos

algumas nem mesmo tinham reboco

na carne dos tijolos mostravam-se nuas

abertas em janelas que espiavam

da sombra verde para o sol das ruas…”

 

Dia 13 de setembro iniciaram os festejos da Semana Farroupilha, o mês de setembro é muito esperado pelos gaúchos e tradicionalistas, época de festejarmos nossos feitos e nossos heróis farroupilhas, na revolução que durou 10 anos de muita luta, mortes, conquistas, heroísmo, que relembramos até os dias de hoje com muita honra. A semana farroupilha vai até o dia 20 de setembro, data que comemoramos o “Dia do Gaúcho”.

 

 

Ano passado não tivemos nossos festejos gaúchos por causa da pandemia, tivemos apenas movimentos on-line, este ano já está sendo diferente, muitos CTGs (Centro de Tradições Gaúchas) irão fazer suas programações, só o desfile do dia do gaúcho que não vai acontecer novamente, por causa de aglomerações do público, mas este ano teremos uma cavalgada gaúcha e isso é muito bom, porque nossas tradições não podem morrer, muito menos por causa de um vírus que devastou o mundo.

 

ANITA GARIBALDI – HEROÍNA DOS DOIS MUNDOS

Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita Garibaldi, nasceu em 30 de agosto de 1821 em Laguna, SC e faleceu no dia 4 de agosto de 1849 em Ravena, Itália.

Anita foi uma grande revolucionária atuante na Revolução Farroupilha e no processo de unificação da Itália, juntamente com o revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi, por isso conhecida como a “heroína dos dois mundos”.

Teve participação na Guerra dos Farrapos, na Batalha dos Curitibanos e na Batalha de Gianicolo, na Itália.

Quando Garibaldi soube da revolução, se envolveu no apoio em defesa da causa gaúcha, com homens, armas e um veleiro, seguiu em direção a cidade de Laguna, onde conheceu Anita que já estava envolvida com a revolução e a partir desse momento seguiram sempre unidos em qualquer situação.

 

Em batalha era uma mulher valente, aguerrida e não media esforços nenhum, chegou a carregar e disparar canhões na batalha de Laguna e lutou no Combate de Imbituba.

Muito destemida foi capturada pelas tropas do Império do Brasil durante a Batalha dos Curitibanos, mas ardilosamente conseguiu executar uma fuga espetacular, nadando pelo rio Canoas e indo ao encontro de Garibaldi em Vacaria (RS) e realizou essa façanha grávida de seu primeiro filho.

 

Em 1841 seguiram para Montevideu, enganjando-se na frente da defesa contra o ex-presidente Oribe, em 26 de março de 1842, casaram-se. Viajaram para a Itália e lá continuaram envolvidos em lutas para a unificação do país da Itália, que na época era dividido em reinos e repúblicas, além dos territórios pertencentes ao papa.

Sem sucesso fugiram para Roma, depois para a Suíça, disfarçados de soldados. Ao passarem pela cidade de San Marino, a embaixada norte-americana ofereceu salvo conduto para o casal, mas eles não aceitaram e continuaram fugindo, Anita adoeceu durante a viagem, próximo de Ravenna, estava gestante de 5 meses e não resistiu a uma forte crise de febre tifóide, falecendo em Mandriole, Itália.

Foi erguido um monumento em homenagem a Anita Garibaldi na colina de Gianicolo, em Roma e a casa onde Anita residiu em Laguna (SC), foi transformada em museu.

Escritora

Márcia Ximenes Nunes

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