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Antigamente nossos passeios aos finais de semana no verão eram à beira da praia do rio Ibicuí

Esse rio possui lindas praias fluviais, com suas belas areias brancas...

 

Ibicuí, alma líquida do Pampa gaúcho, onde a lua se banha deixando nas suas margens o brilho das areias branquinhas. Lugar onde os gaúchos ainda fazem seu fogo de chão para aquecer  à noite fria e a água do chimarrão.

Antigamente, na década de 70, nossos pais pegavam os filhos e convidavam amigos para passar o dia, o final de semana ou pescar no rio. Passavam muitas vezes dias acampando, faziam uma pescaria, enquanto as crianças brincavam.

Ficávamos a semana inteira ansiosos, nossa mãe fazia pão caseiro, chimia pra passar no pão, separava o charque e o arroz pra fazer aquele carreteiro gostoso que só ela sabia fazer, compravam uma rapadurinhas de leite e de abóbora pra adoçar nossa vida e nossa alma. Muitas garrafas de água pra bebermos, brinquedos, bolas pra diversão de pai e filho, as meninas também jogavam bola com eles, já estava tudo organizado no nosso pensamento.

 

Chegávamos lá de manhã cedo, pra não perdermos nenhum minuto do dia, descarregávamos o carro, espalhávamos as cadeiras de abrir e nossos pais organizavam o piquenique bem bonito em baixo das árvores bem frondosas, com uma sombra maravilhosa.

Nós já íamos para dentro da água nos refrescar, nosso pai nos ensinou a nadar na correnteza do rio, nos atirava contra a correnteza pra virmos nadando até ele, todos aprendiam a nadar, daí era uma preocupação a menos pra eles com a beira do rio.

 

 

Aquela areia da praia bem branquinha, onde fazíamos castelo de areia e barragens, tudo que existia na nossa imaginação. Saíamos desbravando os lugares desconhecidos, sempre pegávamos umas 2 ou 3 pedras de recordação daquele dia.

Nossa mãe fazia o arroz de carreteiro para o almoço e no fogo de chão já aquecia a água pro chimarrão, o lanche da tarde já estava pronto e depois do almoço ela ia conosco para a água, ficava com receio porque a gente entrava e nadava no rio, e os pais iam  para um lugar mais distante para pescar.

Eram finais de semana maravilhosos, cheios de alegrias, companheirismo e amor. Todos esses momentos ficaram nas nossas lembranças de infância, desde o fogo de chão até o banho de rio.

Hoje em dia ainda tem famílias que fazem esses passeios nas praias do rio Ibicuí, mas são momentos raros hoje em dia, ainda andam de barco, Jet ski, pescam e ainda passam momentos únicos com suas famílias em acampamentos às margens do rio.

O rio possui uma variedade grande de peixes como o dourado, pintado, traíra, piava, entre outros.

 

O rio Ibicuí é um rio brasileiro no Rio Grande do Sul, um afluente do rio Uruguai. “Ibicuí” significa “terra de areia”, com 673 km de extensão (considerando 380 km do seu principal formador, rio Santa Maria, e 293 km da confluência dos rios SM e Ibicuí mirim) até a foz do rio Uruguai, que separa, entre outras, as cidades de Uruguaiana de Itaqui, sendo o maior afluente do rio Uruguai, sua bacia abrange 30 municípios.

 

O rio possui lindas praias fluviais, com suas belas areias brancas, muito finas, que possibilitam um recurso muito importante no quesito entretenimento.

Junto a isso temos pescarias emocionantes, o seu uso recreativo das águas é intenso e possuem  muitos balneários. Por outro lado, tem a extensa captação de água para a agricultura e pecuária, juntamente com a extração de areia, modificam constantemente o leito do rio, que o torna extremamente frágil dentro de um ecossistema muito delicado.

A FEPAM junto com a Marinha do Brasil realizam uma forte fiscalização durante a época da piracema, preservando o rio da pesca predatória, a fim de sustento de muitas comunidades de pescadores que sobrevivem exclusivamente desta atividade.

 

Escritora

Márcia Ximenes Nunes

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