Monitoramento ambiental aponta 1.168 ocorrências de fogo no estado, com concentração na Região Metropolitana de Manaus e aumento da preocupação com os impactos sobre a qualidade do ar e a vegetação.
O Amazonas registrou 1.168 focos de queimadas nos primeiros dias de outubro de 2026, segundo informações divulgadas pelo portal Rios de Notícias com base em dados de monitoramento ambiental. O volume supera o registrado no mesmo período de 2025 e reforça o alerta sobre o avanço das ocorrências de fogo no estado.
A Região Metropolitana de Manaus concentra parte significativa dos registros, cenário que preocupa devido aos efeitos da fumaça sobre a qualidade do ar e à proximidade das áreas afetadas com regiões habitadas. A presença de poluentes na atmosfera pode provocar irritação nos olhos e nas vias respiratórias, além de agravar doenças preexistentes.
Os dados de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) são utilizados para identificar focos de calor e orientar ações de prevenção, fiscalização e combate às queimadas. É importante destacar que um foco de calor detectado por satélite não corresponde necessariamente a um incêndio florestal de grandes proporções, sendo necessária uma avaliação complementar para determinar a dimensão de cada ocorrência.
Além dos riscos à saúde pública, as queimadas podem causar danos à vegetação nativa, ameaçar a fauna e comprometer o equilíbrio dos ecossistemas amazônicos. Em áreas rurais e comunidades do interior, a fumaça também pode prejudicar atividades cotidianas e reduzir a visibilidade em determinadas localidades.
O aumento dos registros reforça a necessidade de intensificar o monitoramento ambiental e as medidas de prevenção e combate ao fogo. A atuação integrada dos órgãos responsáveis é fundamental para reduzir os danos ambientais e proteger a população durante o período de maior incidência de queimadas.

