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Amazonas Óleo, Gás e Energia 2026 consolida protagonismo do Norte e fortalece integração entre negócios, inovação e sustentabilidade

O Amazonas Óleo, Gás e Energia 2026 se consolidou como um dos principais espaços de articulação entre empresas, instituições e especialistas da cadeia de petróleo, gás e energia no país. Mais do que um ambiente de exposição, o evento evidenciou um movimento estruturado de fortalecimento do ecossistema regional, com foco na inserção qualificada de pequenos negócios, inovação tecnológica e desenvolvimento sustentável.

A atuação do SEBRAE-AM foi um dos pilares centrais dessa construção, reunindo diferentes lideranças da instituição que apresentaram uma visão integrada sobre o presente e o futuro do setor no Amazonas.

Conexão entre pequenos negócios e grandes oportunidades

A superintendente Ananda Pessôa enfatizou que o evento cumpre um papel estratégico ao reduzir a distância entre os pequenos empreendedores e as grandes demandas da indústria energética, um setor historicamente concentrado em grandes players.

Mais do que gerar visibilidade, segundo ela, o objetivo é criar condições reais de acesso ao mercado, permitindo que empresas locais participem efetivamente da cadeia produtiva.

“Eventos como esse são fundamentais para conectar os pequenos negócios às grandes oportunidades do setor, promovendo acesso ao mercado, inovação e competitividade para as empresas locais.”

A fala reforça uma diretriz clara: transformar o potencial econômico do setor em oportunidades concretas para o empreendedor amazônida.

Diretora técnica do Sebrae-AM, Lamisse Said. Foto: Beatriz Costa

Qualificação como chave para inserção no setor

A diretora técnica Lamisse Said aprofundou esse ponto ao destacar que o acesso ao mercado depende diretamente do nível de preparação das empresas.

Ela destacou que o setor de petróleo, gás e energia possui alto grau de exigência técnica, regulatória e operacional, o que demanda capacitação contínua, inovação e adequação a padrões rigorosos.

“Nosso trabalho é preparar os pequenos negócios para que eles consigam atender às exigências do setor de petróleo, gás e energia, com qualidade, inovação e conformidade técnica.”

Na prática, isso significa atuar desde a formação empresarial até o suporte técnico para que essas empresas consigam competir em igualdade com fornecedores já consolidados.

Coordenadora de petróleo e gás, Noira Auzier; Diretora superintendente do Sebrae-AM, Ananda Pessôa; Diretora financeira do Sebrae-AM, Adrianne Gonçalves e o Gerente geral de petróleo e gás do Sebrae-AM, Carlos Henderson.

Impacto econômico e fortalecimento do ambiente empresarial

Sob a ótica financeira, a diretora Adrianne Gonçalves destacou que o evento vai além da articulação institucional e gera efeitos diretos na economia.

Ela ressaltou que iniciativas como essa estimulam investimentos, ampliam a circulação de recursos e fortalecem o ambiente de negócios, criando um ciclo positivo de crescimento.

“A realização de um evento como esse movimenta a economia, gera oportunidades e fortalece o ambiente de negócios, contribuindo para o crescimento das empresas e geração de emprego e renda.”

O impacto, portanto, não se limita ao setor energético, mas se estende a toda a economia local.

A cadeia produtiva como ecossistema integrado

A coordenadora de petróleo e gás Noira Auzier trouxe uma visão sistêmica do setor, destacando que a indústria vai muito além da exploração e produção.

Ela explicou que existe uma cadeia extensa, formada por fornecedores de serviços, logística, manutenção, tecnologia e soluções especializadas, espaço onde pequenas e médias empresas podem se posicionar estrategicamente.

“A cadeia de petróleo e gás é muito ampla. Não se resume às grandes operadoras. Existe um ecossistema de empresas fornecedoras que têm grande potencial de crescimento, e o evento ajuda a fortalecer essas conexões.”

Esse entendimento é fundamental para ampliar a participação local e descentralizar os benefícios econômicos do setor.

Amazonas no contexto da transição energética global

Ampliando a análise, o gerente geral de petróleo e gás do Sebrae, Carlos Henderson, posicionou o Amazonas dentro de um cenário mais amplo, conectando o estado às transformações globais do setor.

Ele destacou que, além do potencial em recursos naturais, a região tem capacidade de desenvolver soluções inovadoras alinhadas às novas demandas por sustentabilidade e transição energética.

“O Amazonas tem um potencial estratégico não apenas na exploração de recursos, mas também no desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis, alinhadas às novas demandas da transição energética.”

Essa visão projeta o estado não apenas como fornecedor de recursos, mas como protagonista na construção de novas soluções energéticas.

Foto: Beatriz Costa

Um ecossistema em consolidação

Ao reunir esses diferentes pontos de vista, o Amazonas Óleo, Gás e Energia 2026 evidencia um movimento consistente de consolidação do setor no estado. A integração entre qualificação, inovação, acesso a mercado e desenvolvimento sustentável aponta para um modelo mais estruturado e competitivo.

A presença de empresas, startups, centros de pesquisa e instituições públicas demonstra que o Amazonas avança na construção de um ecossistema energético robusto, capaz de gerar valor, atrair investimentos e ampliar oportunidades.

Mais do que um evento, a iniciativa se firma como um marco na estratégia de desenvolvimento regional, posicionando o estado como um dos protagonistas do futuro energético brasileiro.

Texto: Beatriz Costa

Fotos: Wellington Mamud

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